Como separar o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal?

Separar o dinheiro pessoal do dinheiro da empresa é muito importante. Pode até parecer um erro de principiante, mas muitos empreendedores ainda pagam suas despesas pessoais com a conta da empresa. É importante que o dono ou os sócios definam claramente seus salários, mas lembre-se que deve ser feito de acordo com o quanto a empresa pode pagar e não quanto o sócio quer.
Abaixo vão 3 dicas que são fundamentais para ajudar nessa separação e garantir a saúde financeira do seu negócio.

dinheiro da empresa x pessoal
Utilize contas separadas
Muitos empresários pagam suas contas pessoais com a conta da empresa o que dificulta o planejamento, o controle das contas e até mesmo a análise de lucratividade da empresa. Você não deve retirar dinheiro da empresa quando precisar ou quando for necessário para fins pessoais. Esta atitude será fundamental para diferir o sucesso e o fracasso de um negócio.
O ideal é utilizar as contas separadas, a empresa deve ter sua conta corrente e o empresário a sua, separadamente! Os cartões também devem ser separados, isso auxiliará os lançamentos no caixa da empresa, evitar que os gastos fiquem misturados na mesma conta, facilitando o controle e organização financeira. Outro ponto positivo é que evita problemas com a receita federal e deixa mais simples a declaração do imposto de renda.

Faça uma gestão financeira pessoal
É atitude basilar que o empresário faça seu planejamento financeiro pessoal de forma constante e com disciplina.
No planejamento financeiro deve constar todas as entradas (receitas) e saídas (despesas) ao longo de um período, a fim de se manter um equilíbrio entre as contas e planejar os objetivos pessoais. Por consequência, facilitar o controle das retiradas da empresa e diminuição da incidência de retiradas sem planejamento.
Para facilitar o planejamento é importante utilizar uma ferramenta gerencial de controle orçamentário, que pode ser feita através de aplicativos, sistemas ou simples planilhas em Excel.
O primeiro passo é fazer um levantamento e registro de todas as entradas e saídas ao longo de um mês para identificar o total de gastos realizados. É importante ser contabilizada até mesmo aqueles menores valores que aparentemente não interferem nos gastos totais, mas, em muitos casos são responsáveis por grande parte da falta de controle financeiro.
Estabeleça metas e objetivos claros, de curto, médio e longo prazo, isso é fundamental para elaboração do planejamento financeiro. Afinal, quem não sabe aonde que ir, para qualquer lugar serve. Ter o objetivo em mente e no papel irá ajudar você a poupar os recursos necessários para atingir o seu objetivo e serve de estímulo para se manter fiel ao planejamento e evitar gastos desnecessários.

Determine um salário para você
A definição adequada das retiradas da empresa é outro grande aliado, vez que deve ser realizada de acordo com a real capacidade da empresa. O lucro da empresa não pode ser retirado de maneira aleatória. Muitos empresários criam a ilusão de que podem retirar todo o valor disponível em caixa, mas acabam não conseguindo honrar os compromissos existentes e também podem desvirtuar o lucro da empresa.
O lucro existe para compor algumas finalidades dentro da empresa, como por exemplo, os investimentos, a reserva de capital de giro, outras oportunidades de negócios e também a própria distribuição para os sócios.
O que fazer? Existem três formas de remunerar os sócios: 1 - através de um salário fixo, 2 - remuneração por metas, 3 - distribuição de lucros. 

1 - Passe a receber um salário fixo. Ao ser definido o salário do sócio, também conhecido como pró-labore, deve se estipular um valor fixo de retirada adequado com a realidade da empresa, sempre utilize o bom senso. Conhecendo bem os números do negócio você pode definir seu salário sem deixar de honrar as demais obrigações e assim não irá prejudicar a saúde financeira do seu negócio.
2 – Definir uma meta (mensal, trimestral, semestral ou anual) e um valor percentual de remuneração sobre a meta alcançada. Lembre-se que a prioridade é a saúde financeira do negócio, não adianta querer viver uma vida de rico e desequilibrar ou quebrar a empresa.
3 – Distribuição de lucros (pode ser semestral ou anual) – sempre priorizar a empresa do que a pessoa física, lembre-se que o bom senso sempre tem que estar voltado para a empresa. Exemplo: no final do ano distribuir 25% dos lucros para os sócios e o restante ficar de reserva para investimentos e capital de giro.

São 3 dicas, que se seguidas farão grande diferença e impacto no seu negócio.
Se você está ainda cometendo este erro de misturar suas finanças pessoais com as finanças da empresa, assuma uma atitude agora para crescer sempre mais! Essas mudanças podem ser a chave para determinar o sucesso de seu negócio.
Escreva-se aqui e não perca nenhuma novidade!
Insira seu e-mail abaixo para receber nossas novidades